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A Força do Ensino Superior no Mercado de Trabalho
por Fernanda de Almeida*
“Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito”. A frase é da poetisa Cora Coralina, mas se aplica muito bem ao mundo corporativo, especialmente quando o assunto é recrutamento de profissionais. O desafio do recrutamento é identificar, entre as opções encontradas no mercado de trabalho, o profissional certo, que atende às necessidades e exigências da vaga e da empresa em questão. “Hoje a maior dificuldade está justamente no gap existente entre as necessidades das empresas e aquilo que elas encontram no mercado de trabalho. Daí a necessidade de um processo de recrutamento consistente e eficaz”, diz Emanuelle Cruz de Oliveira, consultora da Luandre.
Para ela, o principal benefício de um recrutamento eficiente está na contenção de gastos desnecessários. “Acertar na seleção significa, sim, economia, já que a escolha do profissional não adequado ao cargo traz baixa produtividade devido à sua inaptidão ou ao desinteresse, insatisfação e desmotivação e ineficácia nos programas de desenvolvimento de pessoal”, afirma.
O que é um bom recrutamento?
Num processo de seleção, analisar perfis técnicos e comportamentais é importante. Para Emanuelle, é recomendável a aplicação de um conjunto de técnicas já conhecidas como dinâmicas de grupo, testes psicológicos, provas técnicas, além dos questionários classificatórios de acordo com o perfil exigido. “Com tantas informações coletadas, caberá ao RH recrutar e analisar de forma eficiente o profissional que está alinhado ao perfil solicitado pela empresa”, diz.
Ana Luiza Campos, coordenadora de Recrutamento e Seleção da Lafarge Cimento vai além. “Alinhar as necessidades profissionais com os valores da empresa é fundamental para ocupar uma vaga de maneira competente”, diz. “Para tanto, é imprescindível que gestores e RH trabalhem juntos”, complementa.
Uma forma que algumas empresas encontram para conseguir esse alinhamento entre as culturas da companhia e dos futuros funcionários é valorizando – e estimulando – as indicações. A Lafarge valoriza a prática e possui um programa estruturado chamado "Indique um Amigo", coordenado pela equipe de Recrutamento e Seleção. Os empregados que têm suas indicações admitidas recebem uma premiação. Já os indicados passam pelo mesmo processo de seleção de um candidato não indicado, mas na hora da decisão final, em caso de um empate, a prioridade é para aquele que tem referência.
Interno ou terceirizado
Quando o assunto é recrutamento, um questionamento emerge com força: fazer internamente ou terceirizar? Quem delega esse processo a outra empresa geralmente está em busca de flexibilização da produção e do trabalho, descentralizando seu RH por meio da terceirização de atividades.
A consultora Emanuelle acredita que a seleção feita por RH terceirizado pode garantir resultados interessantes porque o recrutamento é o “negócio-fim” da empresa terceirizada, o que inclui maior know how em todos os processos. “As equipes de uma empresa especializada em recrutamento tendem a ser mais especializadas, focadas em atividades dessa natureza. Isso permite um aprofundamento nas questões, além de liberar os RHs dos clientes para outras tarefas”, diz.
Outro benefício do RH terceirizado, continua Emanuelle, é trazer as informações de mercado, tais como características técnicas e pessoais dos profissionais que trabalham na concorrência, os conhecimentos, as habilidades e atitudes que estão sendo requeridos, além de valores salariais.
Quem defende que as contratações devem ser realizadas dentro de casa, acredita que o fato de os futuros profissionais precisarem ter a “cara” da empresa, com valores alinhados e culturas convergentes, exige que os processos seletivos sejam realizados pela própria companhia. Terceirizar essa atividade, portanto, torna-se impensável.
A Lafarge, cujo recrutamento é feito internamente, conta com uma equipe de recrutamento e seleção que acompanha todos os processos seletivos da empresa, sejam eles operacionais ou de cargos de liderança. “Temos um banco em crescimento constante com mais de 56 mil currículos, com profissionais de todas as regiões do país e, por meio dele, divulgamos nossas vagas. Também utilizamos as redes sociais como fonte de divulgação, além de parcerias com escolas técnicas e universidades”, afirma Ana Luiza. “Tudo isso é feito em total sinergia com os gestores, para que a vaga seja preenchida com exatidão em relação a competências técnicas, comportamentais, além de aspectos culturais e objetivos tanto da empresa quanto dos profissionais”, finaliza.
*colaborou Lucas Toyama
Fonte: Canal RH
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