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Profissionais proativos têm mais chances no mercado, afirmam especialistas

Requisito básico para a maioria das vagas de emprego, a proatividade é uma das competências mais requeridas no mercado hoje, e isso não fica apenas no papel. Segundo as consultoras de Recursos Humanos ouvidas pelo Profissional em Foco, as empresas têm demandas cada vez maiores por esses profissionais, e o grande desafio das seleções é identificar a competência nos candidatos, que já têm discursos prontos para vender habilidades que, na prática, nem sempre existem, afinal não basta entender o que é proatividade para ser proativo.

Ter iniciativa, fazer além do esperado, ser capaz de se antecipar a problemas, estar sempre antenado e superando expectativas - essas são algumas características de profissionais proativos, e acredite, o mercado está cheio deles. "Hoje nós podemos encontrar muitos desses profissionais no mercado e eles sempre se destacam, porque apresentam um brilho diferenciado. São pessoas que realmente encaram o trabalho como seu próprio negócio, são empreendedoras mesmo numa estrutura organizacional", conta a consultora da Career Center, Adriana Néglia. Segundo ela, profissionais com essa competência têm alto nível de produtividade e costumam apresentar resultados positivos às empresas em que trabalham. "É complicado ter pessoas que fazem única e exclusivamente aquilo que se espera delas. As organizações precisam de colaboradores que façam além, que desenvolvam, que criem - são esses que encantam e conseguem crescer na carreira", afirma Adriana.

A coordenadora de seleção da Luandre, Daniela Vidal, compartilha dessa opinião, para ela, a ausência de proatividade vem estacionando muitas carreiras. "O mercado é grande e diversificado, de uma forma ou de outra há espaço para todo tipo de profissional, mas sem proatividade eles tendem a ficar parados no mesmo posto durante muito tempo", alerta. "Quando a empresa enxerga o contrário disso - que o profissional quer mais, que ele busca e tem capacidade para desenvolver, na maioria das vezes dá esse espaço, até por medo de perdê-lo para outra organização", explica. Daniela garante que o mercado está sempre de olho nesses profissionais, daí a alta rotatividade daqueles que se destacam.


Proatividade também tem limites
Daniela VidalVocê se considera uma pessoa proativa? Se sua resposta for não, atente-se e busque, mesmo nas pequenas ações, empenhar-se mais. Agora, se for sim, você já está à frente de muitos profissionais, mesmo assim, precisa tomar cuidado: até para proatividade há limites.

"Tem profissional que quer fazer tudo, quer abraçar o mundo e não consegue dar conta de tanto trabalho. Nesses casos, ao invés de proatividade, acaba demonstrando falta de organização, por não ser capaz de entregar o que se colocou a fazer", alerta Daniela. "As pessoas, às vezes, confundem um pouco proatividade - que deve

 

ser uma coisa natural -, com assumir mais responsabilidades do que é capaz. É preciso tomar cuidado e diferenciar essas duas coisas", completa.

Além do aspecto levantado por Daniela, há outro a ser considerado - o limite entre ser proativo e ser invasivo. "Como para qualquer coisa na vida, tudo em excesso se torna negativo. Quando o profissional ultrapassa os limites da proatividade e começa a entrar em questões que não lhe dizem respeito ou que interferem diretamente no trabalho de outras pessoas, já deixa de ter um aspecto positivo. Por isso, é preciso ter bom senso e saber trabalhar a favor das pessoas e não contra elas", diz Adriana. "Nada nos impede de ter uma ideia com relação à outra área, ou ao trabalho de um colega, o que não podemos é passar por cima das pessoas para aparecer, isso não é proatividade", pondera Adriana.

Para não cair nesse erro, é simples - seja natural, colaborativo e sempre agregue. "Com bom senso e tendo a consciência de sempre acrescentar, as chances de tornar a proatividade algo negativo serão quase nulas e sabendo usá-la, ela só agrega ao profissional", finaliza Adriana.

Fonte: Emprego Certo