Ser ou não ser...
Ao encerrar o ensino médio, o jovem se depara com o primeiro e grande desafio de sua vida: a escolha da profissão.
Gostos, ambições, sonhos e habilidades entram em conflito e pioram quando o jovem fica confuso e com medo de optar pelo caminho ‘errado’.
Para sanar pequenas dúvidas e anseios, Fabíola Stetter, coordenadora do Departamento de Seleção da Luandre, orienta os mais novos profissionais na escolha da carreira.
Confira abaixo os principais fatores que levam à frustração na carreira e fuja deles!
Escolha da profissão: aptidão ou remuneração?
Emprego Certo – 24/03/2009
Com pouca bagagem, inexperientes e ainda imaturos, muitos se desesperam na hora de escolher a profissão. Tanta insegurança é absolutamente normal, afinal essa talvez seja a primeira grande decisão da vida do jovem. Mas com estudos, pesquisas e planejando o futuro com os pés no chão, é sim, possível acertar na escolha. Para a coordenadora de recrutamento e seleção da Luandre, Fabíola Stetter, é preciso analisar uma série de questões que vão pesar com o passar do tempo.
"Antes tínhamos em mente que era preciso, simplesmente, escolher algo que gostássemos, hoje isso mudou muito. Ainda precisamos ter habilidades e nos identificar com a área, mas a escolha tem de ir muito além disso. É preciso saber como está o mercado para essa carreira, quais são as vertentes da profissão, como e onde se pode atuar, como é a remuneração. Então, da mesma forma que não se pode pensar apenas em dinheiro, no quanto vai ganhar, também não pode escolher simplesmente porque acha que tem aptidão para a profissão", alerta Fabíola.
Considerar todos esses aspectos é fundamental para saber mais e identificar pontos positivos e negativos - que somados vão dizer se vale a pena ou não investir na carreira. Mas, antes disso, é preciso conhecer os próprios anseios.
"Saber o que quer e o que não quer é fundamental. Muitos jovens sabem aquilo que não querem, mas não conseguem identificar algo que queiram realmente. Então, antes de qualquer coisa é preciso se conhecer muito bem", afirma a diretora da Sec Talentos Humanos, Vivian Maerker.
A escolha errada
Fazer uma faculdade é um grande investimento, não apenas de dinheiro, mas de tempo, de dedicação, então ter clareza e certeza ao escolher é fundamental.
"Muita gente erra por falta de planejamento, de pesquisa. A auto-análise não é brincadeira, é, de fato, algo muito importante para não se arrepender mais tarde. O que eu quero? Com o que me identifico? O que me move? São perguntas a serem respondidas antes de fazer a matrícula em qualquer curso", aconselha Fabíola.
Ela acredita que uma boa orientação vocacional pode ser fator determinante para conseguir o autoconhecimento. "A orientação vocacional pode ajudar muito na hora da escolha. É algo tão rico e que pouca gente conhece. Muitas universidades oferecem orientação vocacional gratuita e supervisionada, de qualidade mesmo. É interessante, então, ir atrás desse recurso, porque ele ajuda a pessoa a se encontrar, a encontrar sua identidade", garante.
Para Vivian, há quatro principais fatores que levam os profissionais à frustração na carreira:
- Fazer a escolha dos pais e não a própria escolha;
- Escolher muito jovem e imaturo, agindo, muitas vezes, por impulso;
- Não pesquisar e ir atrás de informações relevantes sobre a carreira na área; e
- Ter medo de voltar atrás ao perceber a escolha equivocada
"Cada um tem um dom e para esse talento se desenvolver é preciso primeiro descobri-lo. Ter certeza na escolha e coragem de parar se achar que está no caminho errado são duas coisas muito importantes e indispensáveis - elas podem impedir o profissional de ter uma carreira frustrada para o resto da vida", finaliza Vivian.
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