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Maturidade Profissional

Maturidade profissional... hum... que conceito subjetivo, não? Se perguntarmos para dez pessoas diferentes teremos dez respostas diferentes! Afinal o que vem a ser a tão almejada maturidade profissional?

De uma coisa eu tenho plena certeza: maturidade profissional definitivamente não está relacionada com anos de trabalho!

Na verdade, um dos grandes pilares da maturidade é o auto-conhecimento. Fazendo uma analogia com a conhecida análise “S.W.O.T.”, um profissional maduro tem plena clareza de quais são suas forças (talentos), suas fraquezas (dificuldades), oportunidades (na empresa ou fora dela) e ameaças (metas inatingíveis, crises mundiais, etc.).

Na prática, a maioria tende a recomendar este tipo de análise a outras pessoas... “que bom seria se meu chefe (subordinado, parceiro, etc...) fizesse isso...” Raríssimos são aqueles que realmente adotam esta prática para si próprios – que encaram o espelho de frente e vão até o fundo do poço deste processo, pois o medo do que vão encontrar os impede de ir além do superficial.

Mas quem consegue superar o próprio medo, adquire segurança suficiente para não temer feedbacks, subordinados, pares, ou, até mesmo, contra-argumentar com um superior, pois ele sabe seu valor para a empresa e a equipe de trabalho.

Aliás, este profissional não precisa ganhar uma discussão apenas para ter a satisfação de ver prevalecer sua opinião. Ele sabe a hora de se posicionar e sabe a hora de se calar. Na verdade, ele não precisa disto para alimentar um ego fraco, pois tem uma estrutura psíquica fortalecida pelo seu próprio conteúdo.

Da mesma forma, não precisa de elogios e “confetes” para saber seu valor para a equipe e para a organização. Ele reconhece em si mesmo os méritos e os fracassos e não sente a necessidade de provar nada a ninguém.

Ciente de suas dificuldades, o profissional maduro age fortemente sobre elas. Assim, sua relação com a empresa e seus representantes é franca e transparente, já que não precisa se utilizar de subterfúgios para manter sua posição.

Diante de uma crise, este profissional mantém-se em pleno equilíbrio, pois sabe que, mesmo sendo difícil uma solução ideal, nenhum problema é completamente insolúvel. Assim, ele aciona seus talentos e recursos para encontrar a melhor saída, e decide cônscio de que fez a escolha que mais lhe pareceu correta no momento.

Maturidade profissional também traz consigo a habilidade de ir além, de administrar os diversos aspectos da vida sem sacrifícios desnecessários a nenhuma das partes. Um profissional maduro também não deixa de valorizar e equilibrar seus compromissos de trabalho e pessoais, pois sabe a importância de uma boa qualidade de vida e sabe o quanto um lado afeta e compromete o outro.

O profissional maduro tem consciência de que uma empresa dá emprego e salário pra inúmeras famílias de toda a cadeia produtiva, assim, atender ao coletivo torna-se infinitamente mais importante do que o individual. Essa é sua responsabilidade social. Assim, aquele que tem a segurança da maturidade busca o que é melhor para a empresa, para o coletivo, em detrimento de seus interesses pessoais.

Mesmo porque, este profissional sabe quais as oportunidades que dispõe para atender aos seus objetivos e não precisa sacrificar o coletivo em prol de seus próprios objetivos – o que seria uma atitude egoísta, característica dos primeiros anos da infância humana.

Consciente, responsável, seguro... MADURO! Sonho de consumo? Para quem? Para a empresa, para o chefe ou para você? Você estaria disposto a enfrentar esta difícil jornada que começa pelo desafio de desnudar-se para si próprio?

Podemos ter poderes limitados para agir sobre as coisas que nos rodeiam, mas, certamente, temos plenitude sobre nós mesmos.

Flávia Garbo

Flavia Garbo
Gerente da área de Desenvolvimento Organizacional da Luandre
Psicóloga, MBA em Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (FGV) e com experiência de 16 anos na área de Recursos Humanos.


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